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Nos tempos da máquina de datilografia

Mércia Alubuquerque

Josenira Albuquerque da silva

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Foi com imensa satisfação que recebi – e aceitei – o convite para assinar uma coluna na mais nova página virtual alagoana, o site “São José da Laje, a Princesa das Fronteiras”. Tenho muito orgulho das minhas raízes lajenses.

Estou radicado há anos em Pernambuco, na cidade de Timbaúba, a “Princesa Serrana.” Assim quis o destino, mas o meu elo com a nossa “Princesa das Fronteiras” jamais foi desfeito.

Aqui, teremos um encontro marcado. Formatarei crônicas dentro do meu estilo poético, evocando situações, lembranças e imagens do período que vivi em São José da Laje, o de criança e adolescente dos mágicos anos 60.

Aquela foi uma época ímpar na vida de toda uma geração de lajenses e espero que os meus textos resgatem parte da história da nossa terra.

Alguém disse um dia “Conheça o mundo, mas jamais esqueça o quintal de casa”.

Tão profunda como essa frase é uma do escritor russo Léon Tolstói (1828-1910), que também adoro: "Canta a tua aldeia e cantarás o mundo".

Eu não esqueci o Rio Canhoto e seu eterno leito de pedras, o quintal da casa do meu avô, na Rua Passagem de Maceió, berço da minha poesia.

E vou cantar sempre, com o silêncio e o vento, as recordações de São José da Laje, minha amada “Princesa das Fronteiras”.